A Trindade no pensamento do Cônego Ricardo da abadia de São Vitor. – Cônego Pe. Rafael Smocovitz dos Santos

A Trindade no pensamento do Cônego Ricardo da abadia de São Vitor.

 

Cônego Pe. Rafael Smocovitz dos Santos

  

INTRODUÇÃO

  

            Não poderia deixar de ressaltar, nesta breve introdução, a dificuldade de encontrar materiais para a elaboração deste trabalho. Pouco se tem em nossa língua materna. O trabalho é fruto de uma busca persistente no italiano e no latim, tendo, por vezes, a ajuda dos confrades mais idosos que se aventuraram e se dispuseram em auxiliar-me na tradução de algumas palavras, principalmente no latim.

            A mensagem de São João Evangelista “Deus é amor” (1Jo 4,8), fundamento para o pensamento de nosso teólogo Ricardo de São Vitor, é um estímulo e um convite, ainda em nossos dias, a redobrarmos a nossa atenção como cristãos ao mistério Trinitário.

Nós, enquanto homens de razão, que possuímos “o desejo de Deus inscrito no coração”[1], e respondemos ao chamado divino pela fé, devemos experimentar o mistério desse amor Trinitário que se Revelara na história, pois, “Muitas vezes e de modos diversos falou Deus, outrora, aos Pais e pelos profetas; agora, nestes dias que são os últimos, falou-nos por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, e pelo qual fez os séculos.” (Hb 1,1-2). Essa Revelação mostra-nos que o amor divino interpela e age na vida e na história humana e nos convida a vivermos segundo o Seu amor.

            Para refletirmos sobre tais questões, faremos uma introdução ao pensamento da “escola agostiniana de São Vitor[2]”, pois, o fruto do trabalho de Ricardo, membro desta comunidade, seja no campo espiritual ou no campo Trinitário, está intrinsicamente ligado ao seu modo de vida canonical.

            Seguindo, adentraremos na vida e obras de Ricardo e propriamente no seu pensamento trinitário. Esse pensamento será dividido sob dois aspectos[3]: Trindade como encontro do amor e as pessoas trinitárias. Essa divisão facilitará a compreensão parcial “do mistério de amor” e nos dará a possibilidade de enxergarmos uma nova compreensão antropológica, própria de Ricardo, de uma “imago Dei”.

 

  1. Os Cônegos Regulares da Abadia de São Vitor

 

            A vida canonical emergira de todos os lados por toda a Europa nos séculos XI e XII. A fundação da Abadia de São Vitor é incerta; apontar uma data, um mês ou um ano pode ser algo modificável do fato verídico histórico, pois “Os anais manuscritos desta abadia mencionam, entretanto, a existência ali de uma capela anterior ao XII século”.[4] Ou seja, não sabemos quando surgira.

            Um fato que enriquece tal capela no território de Paris é a chegada de um ilustre teólogo, que mais tarde será conhecido como o fundador dessa escola: Guilherme de Champeaux. 

Guilherme de Champeaux, que “era mestre de lógica e de teologia”*, depois de lecionar muitos anos, se retirou à vida religiosa, recebendo o hábito dos Cônegos Regulares e enriquecendo aquela abadia de “uma larga cultura e de uma profunda mística”*

Discípulos deste mestre, dois teólogos renomados, conseguiram ter amor pelos estudos e uma profunda vida mística: Hugo e Ricardo de São Vitor.

Hugo de São Vitor possui uma coleção de obras mais extensa do que Ricardo, o mesmo escrevera sobre diversos temas como: “Os sacramentos da fé cristã, Didascalicon (a arte de ler), sobre a Sagrada Escritura” entre outros diversos. Exímio teólogo chegou a ser prior e mestre de estudos. Era assíduo “no estudo, na oração e no ensino, considerado como um santo, um grande mestre, morre em 1141 com quarenta ou quarenta dois anos”*            

Ricardo era Escocês[5], chegando a Paris em 1139, se tornara mais tarde prior e mestre de teologia e de espiritualidade. Ricardo trabalha uma teologia mística e as faculdades da alma em seus dois livros “Benjamin minor e maior” e “estuda o nascimento de Deus na alma mediante o desabrochar da graça batismal”[6]. Também adquiriu prestígio por suas análises ou provas da existência de Deus, donde seu rigor em dar sentido à fé eleva o homem a uma fé pura e consequentemente a uma contemplação, esse pensar se encontra no livro De Trinitate. “A teoria do conhecimento de Ricardo é em função da sua mística agostiniana”*.

            Neste ponto adentramos de forma primordial em nossa proposta primária. A mística e o conhecimento do ensinamento de Santo Agostinho é a base do pensar dessa escola. A escola Agostiniana de São Vitor utiliza Agostinho para desenvolver um novo pensar, pois “inspirado nas obras de Agostinho, mas acrescentando novos elementos, derivados de Dionísio o Areopagita, fizeram com que os elementos se tornassem mais sensíveis ao platonismo do mestre Agostinho”*.

            Alguns livros de teologia citam que os Vitorianos renovaram o pensar Agostiniano no campo das virtudes, da pregação litúrgica e teológica imprimindo um caráter ascético e contemplativo, criaram o método da “meditação superior (meditazione superiore)” ou a meditação contemplativa. Relacionaram a “mística do infinito do Pseudodionísio e a mística cristológica de Bernardo criando uma unidade orgânica, transformando o pensar de Agostinho”[7]. Ou seja, conseguiram “fecundar a antiga teologia dos Padres e a Neo-Escolástica, a contemplação monacal e o racionalismo de seu tempo”[8]

            Desta forma, o coração inquieto pela busca de Deus, próprio do pensar agostiniano, em Ricardo e na Escola Agostiniana de São Vitor, ganha espaço para a busca pela via racional, “um repensar sempre o mistério da nossa fé” e denotam um sentido místico, comunitário e contemplativo “Sem fé, de fato, é impossível agradar a Deus”*, fazendo com que a “comunhão divina” seja o amor originário e eterno e que transborda para o exterior como economia da Salvação.

   

 Ricardo de São Vitor: A Trindade

  

            Depois de analisarmos de forma breve os campos do pensar da Abadia de São Vitor, iremos compreender a visão, segundo Ricardo, do mistério Trinitário. Em 1059 foi promulgado no Sínodo Lateranense que as comunidades dos Cônegos Regulares deveriam abandonar a regra do imperador Aquisgrana e adotar a Regra de Santo Agostinho. Portanto, a regra que Ricardo professava era a de Santo Agostinho e esta possui como núcleo essencial o “amor”. “Antes de tudo, irmãos caríssimos, amai a Deus e depois o próximo, pois são estes os principais mandamentos que nos foram dados”[9]

            A vida comum é o eixo central da vida de um Cônego Regular. As famílias religiosas, pelos votos abraçam tal ideal, porém os Cônegos possuem tal preceito como carisma primário: “rezar juntos, estudar juntos, comer juntos e planejar juntos”, seguindo as primeiras comunidades cristãs. O desejo de Ricardo foi justamente olhar a Trindade a partir da vida comum, pois “segundo Ricardo de São Vitor concebemos a Trindade como família ou comunhão originária que realiza e goza eternamente o mistério do amor. Nesta família, existe somente uma substância, um só coração e uma só alma, como se dizia dos primeiros membros da Igreja”[10].

            Esse amor impele o homem a também amar, mas, não apenas no seu íntimo como outrora desejava Agostinho: “Eis que te buscavas nas coisas fora, mas dentro de mim tu estavas”, mas na vida comum, em comunhão com o outro. Eixo central de nossa vida, desejo visível do Evangelho.

 

2.1. A Trindade como encontro do amor

  

            Nós professamos que “Deus é amor” (1Jo 4,8) e é a partir dessa profissão podemos dizer que Deus é aquilo que nós experimentamos no amor. Nunca poderemos definir de forma plena a Deus com conceitos meramente humanos, pois o mistério é inesgotável e muito maior do que podemos denominá-lo. Por isso que quando relacionamos “o amor” ao mistério de Deus é porque nós experimentamos tal amor.

O Papa Emérito Bento XVI, em sua catequese sobre Ricardo e Hugo de São Vitor expressou muito bem tal sentido:

Contudo Ricardo está consciente de que o amor, mesmo se nos revela a essência de Deus, nos faz “compreender” o Mistério da Trindade, contudo é uma analogia para falar de um Mistério que supera a mente humana, e – sendo poeta e místico – serve-se também de outras imagens. Por exemplo, compara a divindade com um rio, com uma onda amorosa que brota do Pai, flui e reflui no Filho, para ser depois felizmente difundida no Espírito Santo.[11]

Depois de compreendermos a delimitação conceitual de “amor”, podemos adentrar no tema. Ricardo de São Vitor vai partir do amor para exprimir o mistério de Deus. O Deus de Jesus Cristo Revela-se como mistério de amor donde o Pai, o Filho e o Espírito dão, compartilham e recebem suas pessoas em gesto de gratuidade. A relação entre as pessoas divinas será chamada por nosso autor de “mistério do amor de comunhão” na qual as pessoas surgem uma das outras e compartilham a mesma essência neste encontro.

            Deus não é como uma substância, Ele é relação absoluta e suprema de amor entre pessoas; é a relação donde é processo de origem e sentido relacional. É o amor (geração) que “leva do Pai ao Filho no Espírito”[12], é uma ontologia fundante do amor.

Falando de forma geral, poderíamos dizer que nosso autor vinculou dois modelos primordiais de experiência: a metafísica genética dos neoplatônicos que concebem o ser como processo originário e a visão relacional dos velhos Padres gregos que interpretam as pessoas trinitárias como momentos interiores de diálogo divino.[13]

             O amor é a unidade da relação de comunhão das pessoas trinitárias que se encontram, se relacionam e gozam dessa relação e se vinculam cada vez mais no próprio ser do divino. Nessa relação devemos perceber de que forma Ricardo reconhece as pessoas divinas:

            O Pai é o Senhor, dono de si, transcendente e possui a perfeição desde sempre, não foi criado, pois já existia antes da criação e também não necessitava de criar-nos para se alegrar. Porém é por seu amor que se dá, se doa e se entrega. “Desta forma, existe o amor frontal, que sai de si próprio e dá (presenteia) toda a sua natureza”[14].

            “Sendo Pai, Deus entrega seu próprio ser em gesto de geração, fazendo que surja uma pessoa diferente que recebe o seu próprio ser e o compartilha em um gesto de agradecimento: o Filho”[15]. O amor de Deus é infinito neste ato de dar e no encontro do Pai com o Filho Ele recebe a plena felicidade. “Um e outro apenas existe no encontro, como sujeitos pessoais de uma relação de amor”[16].

            O amor do Pai e do Filho não fica restrito apenas a Eles, relacionando-se um com o outro, “ambos se unem e olham ao mesmo tempo a um terceiro, fazendo que assim surja o Espírito comum”[17] que é fruto desse amor do Pai com o Filho.

Portanto nesta relação temos o Pai que “possui” o amor originário e compartilha esse amor com o Filho e amando-se em comunhão suscita o Espírito Santo. É o Pai que ama o Filho e é correspondido por Ele, e os dois amam o Espírito e o Espírito por sua vez ama o Pai e o Filho, plena comunhão de amor.

Seria um equívoco pensar que o Espírito Santo é apenas o amor comum do Pai e do Filho. Ricardo vai criar um conceito para definir o Espírito Santo, chama-o de condilectus[18], ele mesmo explica o que viria a ser esse conceito:

 Não pode haver caridade em sumo grau, nem, por conseguinte, plenitude de bondade, se não se pode ou não se quer ter um associado da dileção (do amor mútuo), para comunicar-lhe o gozo supremo da comunhão. Aqueles que são sumamente amados e amáveis devem reclamar um e outro, simultaneamente, um condilecto ou amigo compartilhado, que eles tenham em harmonia perfeita[19].  

             Os graus de amor se dão na implicação de doação geradora do Pai, também se dialogam o Pai e o Filho em “transparência plena” sendo o Espírito o condilecto suscitado pelo diálogo e encontro perfeito do Pai e do Filho sendo esse condilecto “um amor de ambos a um terceiro que surge como plenitude do ser divino”.

            A trindade possui o amor eterno entre dois amantes, Pai e Filho e um condilecto que surge e provém de ambos e que dá a plena comunhão trinitária do amor, essa comunhão não é fechada: o mistério de Deus (Pai e Filho) se Revela de forma aberta a ponto de gerar um condilecto. Esse mistério de amor transborda de forma gratuita na criação.

 

 2.2. As pessoas Trinitárias

  

            Para o mundo grego, como sabemos, não existia as pessoas, não se reconhecia o valor da individualidade, sendo que o valoroso era o eterno, o universal, ideias gerais, aquilo que chamavam de essência. Depois, o cristianismo, principalmente com Agostinho, marcou um sentido profundo da individualidade. Porém foi Boécio que define a pessoa como “rationalis naturae individua substantia (substância individual de natureza racional)”[20].

            Na visão de Ricardo tudo o que existe brota de Deus que é a fonte original. O Pai entrega seu próprio ser e origina o Filho desde sempre, de ambos provém o Espírito condilecto. As três pessoas pertencem a mesma essência divina, “porque dão e recebem o que tem”.

            Quando nos referimos à pessoa, no pensamento de Ricardo queremos dizer que é antes de tudo “sujeito de si mesmo”[21]. Essa é a sua natureza, é o “que eu sou”, sua essência. “Por isso, a pessoa não possui a si própria e possuindo sua natureza pode agir como dona de sua própria realidade, como autônoma”[22].

            Ao mesmo tempo, esse “sujeito de si mesmo” é pessoa de relação donde ocupa um lugar neste processo. O Pai e o Filho possuem suas naturezas em si mesmos, porém a natureza do Filho vem do Pai  e o Espírito recebe do Pai e do Filho possuindo também sua natureza.

            “Mesmo de natureza “própria”, mas de relação, essa natureza é comunhão, “o Pai o Filho e o Espírito Santo possuem sua natureza enquanto a dão, a recebem e a compartilham. Possuem-se a si mesmos à medida que se entregam no amor um ao outro, só neste movimento e encontro de amor são pessoas”[23].

            Ricardo cria um conceito para definir a pessoa na Trindade, “chamou a natureza de “sistência” e o modo de ter natureza, sua origem, de “ex” […] por isso a Trindade possui três ex-sistências: O Pai ex-siste em si mesmo […] o Filho ex-siste no Pai […] e o Espírito ex-siste no Pai e no Filho”[24].

            Quando descobrimos Deus e sua relação devemos afirmar que só existe uma pessoa, pois a pessoa é relação e ao olharmos ao seu processo interno percebemos essa sistência plena e absoluta.

  

2.3 O Homem: imago Dei.

  

            Os membros da Família de Deus são pessoas que se relacionam entre si, mas que cada qual possui sua própria essência e realidade, que compartilham. Desta forma adentramos no sentido humano do conhecimento de Deus. Quando na introdução foi apresentada uma nova antropologia é porque Ricardo traz à vida comum a possibilidade e o local propriamente dito, de uma experiência com o mistério trinitário.

            Se o homem se fecha em si, disfrutando sua essência, ele deixa de ser pessoa.  O mistério de comunhão trinitário é a fonte de sentido e de ação para a vida humana, desta forma a pessoa existe e se torna livre “dona de si mesmo, em gesto que, tomando como fonte o modelo trinitário, pode condensar-se em três momentos: a pessoa é que dá sua própria essência, como o Pai, é quem recebe o que tem, como o Filho e comparte sua própria realidade, em comunhão, com o Espírito”[25].

            O convite de doar-se e de receber, em via comum, é feito pela própria vida da Trindade. Para Ricardo, a experiência da Trindade se dá na relação da vida comum, na comunhão e entrega ao outro, pois se Deus é uma relação entre as pessoas, relação suprema e absoluta do amor, o homem adquiriu a possibilidade dessa experiência através de relações, donde a vida interior se dá nas relações com o outro.

Esse pensamento diverge de Agostinho, pois, para chegar à experiência de Deus era necessária uma busca interior (transformação de si mesmo). Esse pensamento belo de Agostinho pode gerar conflitos donde, o homem se isola em si, cria-se certa valorização interior donde o outro é descartado. Também torna o amor de Deus egoísta, não altruísta.  O amor para Ricardo se dá na comunhão com o outro, na doação e acolhimento, igual ao mistério trinitário.

            O homem, como imago Dei, só assume sua missão verdadeira como essa “imagem de Deus” não buscando apenas a si mesmo (se conhecendo e se amando) em um processo fechado e introspectivo, mas só no encontro inter-humano, no amor mútuo que reúne e cria vínculos entre os amigos.

O verdadeiro ser humano, como sinal da Trindade e lugar da ontologia autêntica, emerge quanto o homem se concebe sob a forma de processo de vida compartilhada, isso é, como união comunitária: a pessoa se expressa e se realiza (como indivíduo) à medida que se faz a partir dos outros e com os outros (comunidade).[26]

            A Trindade é a comunhão perfeita e nos ensina a vivermos nossas relações humanas comuns, “Como mudaria o mundo se nas famílias, nas paróquias e em qualquer outra comunidade as relações fossem vividas seguindo sempre o exemplo das três Pessoas divinas, em que cada um vive não só com o outro, mas para o outro e no outro!”[27].

 

Considerações finais

 

“Deus é amor”, quão profunda afirmação e expressão. Essa frase, que por vezes repetida de forma desapropriada, parece que perdeu a grandiosidade da relação com Deus.

Deus se Revelara dando-nos a possibilidade de adentrarmos em seu mistério. O Filho nos trouxera a Revelação plena do Pai e do Espírito. Essa relação de amor, proposta por Ricardo de São Vítor, para nós é um estímulo para vivermos com o outro no gesto de doação, recebendo do outro em gesto de comunhão e no outro, plena relação de amor e participação no mistério trinitário.

A alegria de descobrir o pensar de Ricardo e a busca de relacionar esse pensamento com nossa vida canonical, se tornara um estímulo fecundo para reavivar a verdadeira vocação canonical.  Sendo teólogos de “nosso tempo”, devemos estimular o fecundo relacionamento entre os homens que participam de tantas violências cotidianas.

É o amor que realiza este milagre incessante: como na vida da Santíssima Trindade, a pluralidade recompõe-se em unidade, onde tudo é complacência e júbilo. Com Santo Agostinho, tido em grande honra pelos Vitorianos, também nós podemos exclamar: Vides Trinitatem, si caritatem vides – contemplas a Trindade, se vês a caridade” (De Trinitate VIII, 8, 12)[28]

 O mistério, que deve ser aprofundado pela via racional e pela fé, nos dá a certeza de que não estamos sós. O pensamento vivo de Ricardo de São Vitor é fonte de graça e sabedoria que a assistência do Espírito fecundara em sua Igreja.

  

REFERÊNCIAS

AGOSTINHO, Santo. Regra de Santo Agostinho. São Paulo, ed. CRL, 1983, p.1.

BENTO XVI, Audiência Geral , 25 de novembro de 2009.

BIHLMEYER, Karl, TUECHLE, Herman. História da Igreja: Idade Média. 2º Vol. São Paulo, Paulinas, 1964.

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA. Edições Loyola, São Paulo, 2000. Edição típica Vaticana. Ave-Paulus, 1998.

CAYRÉ, Fulberto. Patrologia e storia della teologia. Roma, Ed. Descleé & Co., 1938.

HUGONIM, In: http://www.cristianismo.org.br/pfp-02.htm. Acesso dia 03 de maio de 2016.

PICASA, Xabier. In: Dicionário Teológico da Vida Consagrada. São Paulo, Paulus, 1994.

PICASA, Xabier. In: Dicionário Teológico o Deus Cristão. São Paulo, Paulus, 1998.

ROVIGHI, Sofia R. Grande antologia filosofica. Vol.IV, Italia, ed. Marzorati, 1973.

 VITOR, Ricardo de. De Trinitate. III, §11. In: PICASA, Xabier. In: Dicionário Teológico o Deus Cristão. São Paulo, Paulus, 1998.

[1] Catecismo da Igreja Católica, §27.

[2] “Scuola agostiniana di san Vittore”. Alguns livros de história eclesial denominam tal escola como apenas os “vitorinos” ou “vitorianos”. Utilizo a primeira expressão, pois, está presente em um livro utilizado como referência bibliográfica. CAYRÉ, Fulberto. Patrologia e storia della Teologia. Roma, ed. Desclée & Co., 1938, p.752.

[3] Esses dois aspectos são os mesmos propostos pelo dicionário Teológico quando se refere ao nosso Teólogo Ricardo de São Vitor. PICASA, Xabier. In: Dicionário Teológico o Deus Cristão. São Paulo, Paulus, 1998, p.805.

[4] HUGONIM. In: http://www.cristianismo.org.br/pfp-02.htm . Acesso dia  03 de maio de 2016.

* “che era stato maestro di logica e di teologia”. ROVIGHI, Sofia R. Grande antologia filosofica. Vol.IV, Italia, ed. Marzorati, 1973, p.786.

* Idem, “uma larga cultura e di uma profonda vita mística”. p. 786.

* Idem, “lo studio, l’orazione e l’insegnamento, considerato come um santo, oltre che come um grande maestro,  Morì nel 1141 a quaranta  o quarantadue anni”.p.786.

[5] Há controvérsias enquanto local de nascimento, essa afirmação se encontra no mesmo livro acima citado (ROVIGHI, 1973, p.788.)

[6] BIHLMEYER, Karl, TUECHLE, Hermann. História da Igreja: Idade Média. 2º Vol. São Paulo, Paulinas, 1964, p. 263.

* Idem, “La teoria dela conoscenza di Ricardo è in funzione della sua mistica di Sant’agostino”. p.788.

* “ispirandosi alle opere d’agostino ma aggiungendovi elementi nuovi, derivati da Dionigi l’aeropagita, elementi che rendevano più sensibile il platonismo del maestro d’agostino”. CAYRÉ, Fulberto. Patrologia e storia della teologia. Roma, ed. Desclée & Co., 1938, p.752.  

[7] BIHLMEYER, Karl, TUECHLE, Hermann. História da Igreja: Idade Média. 2º Vol. São Paulo, Paulinas, 1964, p. 263.

[8] PICASA, Xabier. In: Dicionário Teológico o Deus Cristão. São Paulo, Paulus, 1998, p.805.

* “se è così, anzi poichè è cosi, dobbiamo pensare con impregno e ripensare frequentemente  ai misteri della nostra fede. Senza fede, infatti, é impossible piacere a Dio.” ROVIGHI, Sofia R. Grande antologia filosofica. Vol.IV, Italia, ed. Marzorati, 1973, p.804.

[9] Regra de Santo Agostinho §1.

[10] PICASA, Xabier. In: Dicionário Teológico da Vida Consagrada. São Paulo, Paulus, 1994, p.1101 – 1102.

[11] Bento XVI, Audiência Geral 25 de novembro de 2009. p.4.

[12] PICASA, Xabier. In: Dicionário Teológico o Deus Cristão. São Paulo, Paulus, 1998, p.805.

[13] Idem, p.805

[14] Idem, p.806.

[15] Idem, p.806.

[16] Idem, p.806.

[17] Idem, p.806.

[18] Esse conceito é de difícil tradução. O Dicionário teológico do Deus Cristão o traduz como Amado em comum; por não possuir tanta aptidão de tradução e o desejo de não ferir conceitos essenciais por má tradução, será citado no texto à expressão original contida no De Trinitate de Ricardo de São Vitor.

[19] VITOR, Ricardo de. De Trinitate. III, §11. In: PICASA, Xabier. In: Dicionário Teológico o Deus Cristão. São Paulo, Paulus, 1998.

[20] PICASA, Xabier. Dicionário Teológico o Deus Cristão. São Paulo, Paulus, 1998. p.807.

[21] “Habens naturam” VITOR, Ricardo de. De Trinitate. IV, §12. In: PICASA, Xabier. In: Dicionário Teológico o Deus Cristão. São Paulo, Paulus, 1998.

[22] PICASA, Xabier. In: Dicionário Teológico o Deus Cristão. São Paulo, Paulus, 1998. p.807.

[23] Idem, p.807.

[24] PICASA, Xabier. In: Dicionário Teológico o Deus Cristão. São Paulo, Paulus, 1998. p. 807,808.

[25] PICASA, Xabier. In: Dicionário Teológico da Vida Consagrada. São Paulo, Paulus, 1994, p.1101 – 1102.

[26] PICASA, Xabier. Dicionário Teológico o Deus Cristão. São Paulo, Paulus, 1998. p. 806.

[27] Bento XVI, Audiência Geral 25 de novembro de 2009. p.4.

[28] BENTO XVI, Audiência Geral , 25 de novembro de 2009.